

Cheguei. Aterrisei no blog de meninas.
Eu disse no perfil que como blogueira eu sou meio esporádica, mas já tava ficando vergonhoso...
Pois estou aqui.
E estou em obras. Alguém entende?
Tenho a sensação de ser um canteiro de obras ambulante.
Quem já fez reforma em casa enquanto morava na tal casa da reforma, pode ter uma idéia do quadro. Não, não estou reformando a casa. Estou me reformando. E a poeira está alta.
*
Eu tenho o costume de ver filmes ruins. Consigo ver qualquer merda e tirar uma lição de vida. Eu achava isso meio estranho em mim, hoje vejo que é um talento.
Esses dias assisti a um filme especialmente ruim. O nome era algo como: "Confissões de uma estrela de Hollywood". O título já é péssimo! Hahaha!
Pois quando eu me dei conta, estava eu lá, já pra mais da metade do filme e super envolvida com a trama.
Era a história de uma dessas estrelas adolescentes americanas, que tomava um trago, saía em tudo que era revista, e ficava desmoralizada. Depois de uma clínica de reabilitação, ela era mandada para uma cidade pequena para viver como uma adolescente normal, sob disfarce. Passava por um choque grande, tinha dificuldades de adaptação, etc...
Mas o bacana do filme (ou da minha leitura dele)foi o que veio depois. Começando a se adaptar e a se envolver com pessoas com valores muito diferentes dos que ela conhecia, ela chega a um ponto de confusão sobre ela mesma. Não pertence mais ao mundo de onde veio, mas também não pertence totalmente ao mundo que acaba de conhecer. Tem dificuldade em administrar sua identidade no meio disso. E aí está o ponto que me interessa:
Toda mudança envolve um período de confusão. É próprio do lançar-se ao novo, ao desconhecido. Mesmo que o desconhecido seja você mesmo, ou quem você está se tornando. Existe um período de suspensão antes que algo novo se estabeleça.
E isso pode ser bastante angustiante. Sério. Durante essa suspensão, o mundo continua acontecendo.
A suspensão é de quem está suspenso, e de ninguém mais. Muitas vezes, não é nem visível aos outros.
E pro suspenso, é andar, comprar pão, ir ao banco, trabalhar, se relacionar... Tudo isso ouvindo e sentindo a reforma interna acontecendo. O que seria a sua resposta imediata para algo conhecido se torna um grande ponto de interrogação. Um: "O que será que eu acho sobre isso?" Tudo se torna uma grande questão.
O bacana é que ver o filminho me fez cair uma ficha: estar ou se sentir perdida não é necessariamente ruim. É sinal de que algo novo está se gestando. Algo novo de verdade, não aquele "mais do mesmo".
E não é isso o que buscamos a maior parte do tempo? Deixar ir embora a já super conhecida pedra-no-sapato-que-não-sai-daqui-de-jeito-nenhum? Depois de muito tempo caminhando com a pedra, ficar sem ela pode ser bem estranho. Né? Dá a sensação de algo faltando. E isso pode ser bom.
Pra terminar:
Adoro coisa de chinês. Respeito. Os caras sabem das coisas. Li uma vez algo sobre o significado de crise para os chineses. E, vejam só: o conceito de crise está intimamente ligado ao de oportunidade. Adoro os chineses. Olha que genial! A crise é o momento em que uma oportunidade se abre, algo que não aconteceria no conforto. É um momento vital. Bonito, né?
Oi.
ResponderExcluirEu sou a autora do texto acima, publicado no Blog de Meninas.
Fico realmente feliz de saber que a minha história e a maneira como eu vejo o mundo te tocam. E fico bastante decepcionada por ter o meu texto assim, mexido, remexido e publicado sem me citar.
Resolvi te oferecer uma sugestão. O que eu faço quando encontro textos que eu gosto é citá-los. A partir da citação, do link, escrevo o que aquele texto me fez pensar. Acrescento algo de meu. Dialogo com o texto da pessoa. Depois, ainda posso escrever pra pessoa e mostrar pra ela como ela me tocou. Acho mais limpo e mais ético assim.
Fica a dica.
Continue visitando o Blog de Meninas, e fique à vontade pra entrar em contato. Pra copiar sem citar, não.
Obrigada.